Notícias

Diminuição Contínua da Camada de Ozônio no Hemisfério Sul ao Longo de Duas Décadas

24views

Ao longo das últimas duas décadas, o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida tem crescido a cada primavera no hemisfério sul, mesmo após a proibição de produtos químicos prejudiciais que comprometem a barreira protetora da Terra contra a perigosa radiação solar.

Localizada entre 11 e 40 quilômetros acima da superfície terrestre, a camada de ozônio estratosférico desempenha um papel crucial filtrando os raios ultravioleta do Sol, os quais podem causar câncer, afetar o sistema imunológico e danificar o DNA dos seres vivos.

Na década de 1970, os clorofluorocarbonetos (CFC), anteriormente amplamente utilizados em aerossóis e refrigeradores, foram identificados como os principais responsáveis pela redução da camada de ozônio, resultando na formação anual de ‘buracos’, incluindo um especialmente amplo sobre a Antártida.

Embora o Protocolo de Montreal de 1987 tenha proibido os CFC, considerado um sucesso na cooperação global ambiental, um estudo recente publicado na Nature Communications revela que, apesar da redução desses compostos, o buraco sobre a Antártida não diminuiu significativamente.

Especialistas da ONU preveem a recuperação da camada de ozônio em torno de 2066 na Antártida, 2045 no Ártico e 2040 no restante do mundo. No entanto, segundo o estudo, nos últimos nove anos, seis registraram níveis significativamente baixos de ozônio e buracos extremamente grandes sobre a Antártida.

Os pesquisadores sugerem que eventos climáticos incomuns, possivelmente relacionados às mudanças climáticas, podem estar mascarando parte da recuperação. Embora o buraco tenha apresentado sinais de fechamento no final de setembro, indicando recuperação devido à redução dos CFC, em outubro, quando atinge seu tamanho máximo, observou-se uma redução de 26% no nível de ozônio na camada estratosférica média entre 2004 e 2022.

Apesar da continuidade na redução de CFC, os pesquisadores sugerem que esses grandes buracos recentes não podem ser atribuídos exclusivamente a essas substâncias. A análise destaca a importância de considerar eventos climáticos extremos, como incêndios florestais e erupções vulcânicas, que podem influenciar a dinâmica da camada de ozônio.

Leave a Response

google.com, pub-9865619890953715, DIRECT, f08c47fec0942fa0